
O secretário especial de Inclusão da Prefeitura do Rio de Janeiro, João Mendes de Jesus, visitou, nos dias 26 e 27/08, no período da tarde, em Brasília, o Ministério de Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e o Ministério da Igualdade Racial (MIR).
O secretário foi recebido, primeiramente, pelo diretor da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antônio José Ferreira, quando apresentou a ele os projetos elaborados pela Secretaria Especial de Inclusão (SEI-Rio), na expectativa de ter acesso e conhecer o Sistema Nacional de Cadastro da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (SisTEA).
O diretor Antônio José informou ao secretário João Mendes que o SisTEA está em processo de implementação pelos técnicos do MDHC, cujo prazo estimado para a entrega do sistema é no mês de dezembro. João Mendes de Jesus e sua equipe receberam informações mais aprofundadas sobre o sistema e em um futuro próximo efetivarem a adesão da SEI ao SisTEA.
O SisTEA é parte de um cadastro mais amplo do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, no sentido de serem cadastradas todas as pessoas com diferentes tipos de deficiência e, por sua vez, fazer com que o Governo Federal saiba onde mora e do que necessita cada cidadão brasileiro que tenha deficiência.
Igualdade Racial — Logo após a visita ao MDHC, João Mendes se dirigiu ao Ministério da Igualdade Racial com o propósito de se reunir com o coordenador-geral de Ações Afirmativas na Educação, Vítor Mattos. O coordenador propôs ao secretário a capacitação dos funcionários da SEI no que diz respeito ao racismo, na sua interseccionalidade, sempre com o foco na inclusão social das pessoas negras.
O secretário da SEI agradeceu a proposta e disse que o propósito da visita ao MIR é ter conhecimento e acesso a projetos que tratam de questões relativas ao racismo, já que a grande maioria das mães de pessoas com autismo é negra, bem como moradoras de comunidades do Rio de Janeiro, que não têm acesso a informações como deveriam ter, mas que a SEI está a elaborar e apresentar projetos para que as mães de famílias atípicas, principalmente as que têm baixa renda, sejam atendidas e tenham acesso a uma vida de melhor qualidade.
“As visitas que fizemos ao MIR e ao MDC foram muito proveitosas e informativas quanto a termos mais conhecimento sobre questões que estão intrinsecamente ligadas ao combate ao racismo e às mães de famílias atípicas que têm filhos autistas ou neurodivergentes. A SEI está em busca de realizações para que ela possa atender da melhor maneira possível àqueles que precisam da ajuda do poder público, no caso a Prefeitura, por intermédio da SEI. Queremos que as pessoas com deficiências sejam incluídas na sociedade. É um direito inerente à vida” — conclui João Mendes de Jesus.